segunda-feira, junho 12, 2006

Pausa

Amigos, como já devem ter notado pela irregularidade com que os posts vão surgindo por aqui, está a tornar-se impossível conjugar esta com outras actividades. Assim, a Retrosaria vai fechar as portas por uns tempos ou para sempre, o tempo o dirá...
Se voltarmos, ficarão a saber. Para já, agradecemos a todos o apoio e a simpatia com que nos acompanharam por aqui.

Entretanto, porque O Gato na Paisagem é a nossa casa original, por lá continuaremos com maior ou menor regularidade. Para já, a água quente está numa de hino à vida, por isso acho que não devem perder a Manhã Inicial(não percam sobretudo a foto, garanto que é melhor que o poema...)


O Gato na Paisagem


Por aqui, beijos e abraços a todos.


menina graça
zé das loas

quarta-feira, junho 07, 2006

Como dom...

Será que o gato escaldado quer viajar até Avalon?


O Gato na Paisagem

sexta-feira, junho 02, 2006

Michael Horse, o Herói!...

“A esposa de meu amigo Zeca exige-lhe, antes da prestação conjugal, que lhe mordisque a “passarinha”, ou seja, que lhe mordisque ao de leve o velo púbico fazendo o ruído das cavalgaduras ao morderem o pasto. Há nesta exigência um fundo de maldade, um desejo de retardar a fornicação pouco abonatório da esposa. Mas o Zeca sempre acatou os caprichos da dominadora e, agora, todas as tardes o vemos nos subúrbios da cidade a passear pelos prados comunais, onde vacas (agora povoando Lisboa) cavalos e mulas mordiscam a erva (...).

O Zeca, conforme me confiou em diversas ocasiões debatia-se com dois problemas – digamos – fisiológicos : em primeiro lugar, ele não tinha beiças de cavalgadura, capazes de abarcar um palmo de erva e, por conseguinte, um monte de Vénus, por muito espesso que fosse; além disso, o velo púbico feminino é de uma consistência muito diferente da erva, dificultando sobremaneira esse ruído tão peculiar, misto de estalido e pancada amortecida, que fazem as bestas ao mordiscar.

Perante tamanhos inconvenientes, o Zeca tentou limar os incisivos, enrolar a língua em estopa e até franzir os lábios em alicate, mas nunca conseguiu reproduzir o ruído em questão. Resultado, a mulher - essa grande safada - continuou a negar-lhe seus favores. Com tudo isto, devo confessar que a esposa do Zeca, embora caprichosa e cheia de melindres, é uma mulher em todos os aspectos uma esplêndida mulher, um autêntico bombom recheado sabe-se lá de que deliciosos ingredientes e bem merece que lhe mordisquem a “passarinha”. Era certamente o que achava o Zeca, passando as tardes a contemplar as evoluções de muitos quadrúpedes que não paravam de pastar (...). Tal foi a obstinação no estudo desses herbívoros e tão decepcionantes as suas tentativas de reproduzir o mordisco na “passarinha” da esposa, que esta decidiu requerer a anulação do casamento, baseada no não cumprimento dos deveres conjugais.

O meu amigo Zeca, que continua a frequentar as pastagens, está a ficar com cara alongada de tristeza, atingido até proporções equinas, e olhar dele, longo e arrastado, possui agora a definitiva nostalgia do cavalo que perdeu uma corrida no hipódromo.

Dizem as más línguas que a esposa, enquanto decorrem os trâmites jurídicos da anulação do casamento, travou relações com um jovem Lord inglês, de seu nome Michael Horse, membro efectivo do “Internacional Jockey Club”.

Que espertalhona! ....”

( Juan Manuel de Prada – in “Conos” – Ed. Fenda )


Bom fim de semana.
Divirtam-se, apreciando as vaquinhas a “pastar” por essa Lisboa...

terça-feira, maio 23, 2006

Corpo de água desfeito

O gato escaldado responde ao chamamento da água. Lá na Paisagem.


O Gato na Paisagem